|
Silas Queiroz
O mundo vive um verdadeiro caos. As notícias de tragédias estão se repetindo muito rapidamente. Poderia ser que o sofrimento nos fizesse mais sensíveis, menos arrogantes, menos violentos, menos pecadores.
Ledo engano. Como tem crescido a insensibilidade do ser humano! Nem mesmo toda a crise é capaz de levar o homem a refletir melhor sobre sua existência.
A corrupção, a violência e a imoralidade crescem a uma velocidade frenética. Enquanto milhões choram as mortes, diante de cenários de horror e destruição, outros aproveitam para saquear. Enquanto multidões trabalham de sol a sol para do suor do rosto comer o seu pão, outros lesam a pátria, a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal! Alguns são visíveis, outros, invisíveis... Pelo menos por enquanto!
O paradoxo humano é inexplicável. Enquanto mais patente sua fragilidade, mais rebelde ele fica. Exemplo disso é o crescimento do ativismo em favor do aborto, da prostituição, do homossexualismo e até da pedofilia. Não basta mais somente praticar, tem que esnobar. É o culto à pornografia, exposta a qualquer hora do dia ou da noite diante das famílias. É o Big Brother assistido por mais da metade da população brasileira.
A inversão de valores é tão grande que tratar de alguns desses temas é se expor à odiosa crítica daqueles que dizem lutar contra a discriminação. Na verdade, discriminados, agora, são aqueles que ousam falar contra a perversão. Não é politicamente correto.
Vivemos um tempo em que se chega a confundir direitos humanos com hedonismo, com promiscuidade. O prazer está acima de qualquer limite. Aliás, o moderno é quebrar os limites, mesmo que sejam aqueles próprios da estrutura familiar, da boa moral, do pensamento religioso. Para onde vamos correr? Para muitos, a moda agora é, simplesmente, “ficar”.
Pobre e frágil homem! Crê no big-bang, na evolução das espécies, em avatares... Só não crê em Deus. Vive questionando sua criação. Está na era do 3D, mas não consegue ver o quão perto está sua destruição. É hora de olhar para cima!
O autor é jornalista, advogado e bacharel em teologia |